segunda-feira, 25 de maio de 2009

PRINCIPAIS TIPOS DE PLATAFORMA


Plataformas fixas
Funcionam como um edificio. Cravadas com estacas, são as mais comuns até 100 metros de profundidade. Servem como plataformas de produção e perfu ração, e podem ser de aço e de concreto.

Plataformas auto-eleváveis
Só podem existir em águas rasas (até 90 metros). As plataformas auto-eleváveis são dotadas de três ou mais pernas com até 150 metros de comprimento. Essas pernas se movimentam verticalmente através do casco. No local da perfuração, as pernas descem até o leito do mar e a plataforma é erguida, ficando a uma altura adequada, acima das ondas. Terminada a perfuração, as pernas são suspensas e a plataforma está pronta para ser rebocada. Existem poucas de produção: as plataformas de perfuração são em maior número.
São móveis, sendo transportadas por rebocadores ou por propulsão própria. Destinam-se à perfuração de poços exploratórios na plataforma continental, em lâminas d`água que variam de 5 a 130 metros.


Plataformas semi-submersíveis (Semi-Sub Plataform)

Esse tipo de plataforma se apóia em flutuadores submarinos, cuja profundidade pode ser alterada através do bombeio de água para dentro ou para fora dos tanques de lastro. Isso permite que os flutuadores fiquem posicionados sempre abaixo da zona de ação das ondas. As plataformas de perfuração são as mais comuns. De 100 metros de profundidade em diante, existem em maior número no Brasil. Podem ficar ancoradas ou em posicionamento dinâmico. Um grande exemplo desse tipo de pIataforma é a Petrobrás XVIII, o sistema flutuante de maior capacidade do mundo. Instalada no Campo de Marlim, na bacia de Campos, é capaz de produzir petróleo a até mil metros de profundidade e de processar 100 mil barris de óleo por dia, acrescentando cerca de 15% àprodução brasileira de petróleo.
Dois tipos de sistema são responsáveis pelo posicionamema de ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico.
O sistema de ancoragem é constituído de 8 a 12 âncoras e cabos e/ou correntes, atuando como molas que produzem esforços capazes de restaurar a posição do flutuante quando é modificada pela ação das ondas, ventos e correntes.
No sistema de posicionamento dinâmico, não existe ligação física da plataforma com o fundo do mar, exceto a dos equipamentos de perfuração. Sensores acústicos determinam a deriva, e propulsores no casco acionados por computador restauram a posição da plataforma.
As plataformas semissubmersíveis podem ou não ter propulsão própria. De qualquer forma, apresentam grande mobilidade, sendo as preferidas para a perfuração de poços exploratórios.

4 Navios-sonda
Os navios-sonda possuem auto-propulsão, e em quase tudo se assemelham aos navios convencionais. A Petrobrás atualmente só está utilizando naviossonda contratados. Há também as unidades de perfuração conhecidas como navios- tender, complementares às píataformas fixas, junto às quais são ancoradas.é um navio projetado para a perfuração de poços submarinos. Sua torre de perfuração localiza-se no centro do navio, onde uma abertura no casco permite a passagem da coluna de perfuração. O sistema de posicionamento do navio-sonda, composto por sensores acústicos, propulsores e computadores, anula os efeitos do vento, ondas e correntes que tendem a deslocar o navio de sua posição.

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