domingo, 24 de maio de 2009

Engenheiro de petróleo

PROFISSIONAIS SE DIVIDEM ENTRE TRABALHO DE ESCRITÓRIO E DE CAMPO

O cotidiano de um engenheiro de petróleo, em geral, é dividido em atividades de escritório e de campo, em plataformas, pontos de extração de gás, refinarias, entre outros.

Segundo profissionais da área, o trabalho de campo é diversificado, dinâmico e de muita responsabilidade. “Lidamos com uma atividade milionária. Para se ter uma idéia, um poço na bacia de Campos custa cerca de US$ 40 milhões só para ser perfurado”, afirma Abelardo Sá, 51, engenheiro de petróleo aposentado da Petrobras. Hoje, ele presta consultoria para empresas do setor e dá aula na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Sá atuou ao longo de 25 anos na área de avaliação de poços e planejamento de produção de reservatórios. Durante sete anos, ele fez trabalho de campo em unidades da empresa em Sergipe, na região amazônica e no Rio Grande do Norte, na segunda maior jazida de petróleo terrestre do Brasil.

“Foi uma experiência muito rica, acontecem coisas inesperadas porque você está trabalhando com formação rochosa e não dá para prever muita coisa”, diz ele, que acha essencial um engenheiro ter alguns anos de experiência em atividade operacional. Uma das atividades de Sá era avaliar jazidas e identificar o potencial comercial.

Outro engenheiro de petróleo, Marcelo Guarda, 30, coordenador de projetos da Petrobras, há quatro anos divide seu dia-a-dia entre a base da empresa em Macaé (RJ) e a plataforma P-12, na bacia de Campos, onde fica de cinco a oito dias no mês.

Guarda conta que prefere o trabalho na plataforma porque é diversificado. “É totalmente sem rotina, a cada embarque é uma atividade diferente. Fazer todo dia a mesma coisa é muito chato”, comenta. “O trabalho em terra é mais burocrático”, diz

Entre os fatos inesperados que podem ocorrer a bordo está a queda na produção de petróleo, um problema que atinge diretamente a lucratividade do negócio e precisa ser rapidamente resolvido. “Quando isso ocorre os funcionários nos chamam mesmo que estejamos dormindo. Os engenheiros lá sempre trabalham [em um esquema] de sobreaviso”, comenta ele que define a plataforma como “uma indústria no meio do mar”.

Os dois evitam falar dos perigos da atividade na plataforma, mas eles existem. Em março de 2001, 11 funcionários morreram devido a explosões na P-36, na bacia de Campos. A unidade era a maior semi-submersível de produção de petróleo do mundo. Em 2002, a empresa teve que retirar 76 funcionários da P-34, que ameaçava afundar.



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